Polícia Civil deflagra operação Maratauíra para prender 26 acusados de crimes em Abaetetuba




Policial cumpre mandado de busca e apreensão


Doze presos por homicídio, seis por tráfico de drogas, outros seis presos por roubo e dois por latrocínios (roubos seguidos de morte), totalizando 26 presos. Este foi o saldo final da operação Maratauíra deflagrada pela Polícia Civil, na madrugada desta quinta-feira, 13, no município de Abaetetuba, na região do Baixo-Tocantins, nordeste paraense. Do total de presos, 23 foram presas em cumprimento a mandados de prisão e outras três em flagrante por tráfico de entorpecentes. Dentre os presos, três são mulheres. Diversas porções de drogas foram apreendidas. Os presos foram levados até a sede do Instituto de Ensino de Segurança do Pará (IESP), em Marituba, na região metropolitana de Belém, onde foi realizada, no final da manhã, uma entrevista coletiva, pelo secretário de Segurança Pública, Jeannot Jansen; pelo delegado-geral Rilmar Firmino, e pelo diretor de Polícia Especializada, delegado Silvio Maués, para apresentar os resultados da ação policial.

Ao todo, 200 policiais civis de unidades policiais da capital, Divisões Especializadas e Delegacias de vários municípios do Estado, foram acionados para atuar na operação. Eles saíram por volta de 3 horas da manhã, após reunião realizada no auditório do IESP, em deslocamento até Abaetetuba, para cumprir 55 mandados de busca e apreensão em residências da cidade. Segundo o delegado-geral, a investigação sobre o latrocínio do feirante Raimundo Lobato Mota, crime ocorrido em janeiro deste ano, às margens do rio Maratauíra (rio que passa em frente à Abaetetuba), foi o ponto de partida para deflagração da operação que é resultado de investigações realizadas pelo Núcleo de Apoio à Investigação de Abaetetuba e da Superintendência da Polícia Civil na Região do Baixo-Tocantins, também sediada em Abaetetuba. 

Em decorrência das investigações do crime, realizada por policiais civis de Abaetetuba, foi identificado o autor do crime. Trata-se de Gleifeson dos Santos Amorim, de apelido Cutraca, um dos presos na operação. No decorrer das investigações, os policiais civis responsáveis pelo inquérito apuraram que o acusado também estava envolvido em outro crime.

O latrocínio do professor Andrew Luis Teixeira Monteiro, crime ocorrido no ano passado. Durante as investigações, outro envolvido na morte do professor foi identificado como Judicleison da Costa, de apelido Cocota, que também foi preso na operação Maratauíra. A operação em Abaetetuba, detalha o delegado-geral, foi uma continuidade da operação Timbó, que foi deflagrada em 4 de maio deste ano, em Igarapé-Miri, na região do Baixo-Tocantins, próximo a Abaetetuba. 

Na ocasião, foram cumpridos mais de 100 ordens judiciais, entre mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva, contra acusados de envolvimento em crimes, como roubos e homicídios. Ao todo, 34 pessoas – 27 homens, 4 mulheres e três adolescentes - foram conduzidas inicialmente para a Delegacia do município, e depois encaminhadas para a sede do IESP, em Marituba. Nesse local, foi montada uma estrutura em diversas salas do Instituto com computadores instalados e conectados à internet para acessar o sistema usado pela Polícia Civil para registros de procedimentos policiais, como prisões em flagrante. 

O secretário de Segurança Pública, Jeannot Jansen, destacou na coletiva de imprensa, o trabalho de inteligência policial desempenhado pela Polícia Civil e que é fundamental para realização de operações como essa. Ele destacou os investimentos realizados em inteligência policial no Sistema de Segurança Pública do Pará pelo Governo do Estado, como a criação dos Núcleos de Apoio à Investigação nas principais regiões do interior do Pará, como nas regiões de Marabá, Santarém, Redenção, Abaetetuba e Castanhal. Após o final dos procedimentos policiais, como autos de prisão em flagrante e comunicação do cumprimento dos mandados de prisão à Justiça, os presos foram conduzidos para Unidades do Sistema Penitenciário na região metropolitana.